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The Legend of Zelda: Breath of the Wild – Review MdE

Fala galera! A Nintendo lançou para o WiiU e para Nintendo Switch, no último dia 03, o décimo nono título dessa aclamada franquia, “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”. Assim como nos outros jogos, o jogador está na pele de Link, em mais uma aventura por Hyrule.

“The Legend of Zelda” é uma franquia que quebra diversos paradigmas no mundo dos games. O primeiro jogo, ainda em 2D, revolucionou a forma de como os jogos de aventuras seriam feitos. “Ocarina of Time” revolucionou, mostrando uma experiência de aventura e ação em 3D. Agora a Nintendo quebra todos os limites com seu novo título, mostrando como um jogo de aventura em mundo aberto pode ser construído.

Inicialmente, “Breath of the Wild” corrige os erros dos jogos anteriores, te coloca no jogo sem tutoriais chatos, nem enrolação. Logo ao completar o “prólogo”, você conta com as ferramentas necessárias para, caso queira, terminar o jogo. As ferramentas são versáteis e se bem pensadas, podem ser usadas de formas diferentes. Os memoráveis puzzles podem ser resolvidos de mais de uma forma.

“Breath of the Wild” encerra um modelo de design utilizado desde o “Ocarina of Time” para os Zelda em 3D. A aventura atual parece querer se aproximar aos RPGs mais modernos, como o “Skyrim”. BotW é um começo espetacular para o Nintendo Switch e um fechamento bastante digno ao WiiU. Desde Super Mario 64 não víamos um lançamento com tanto impacto pela Nintendo.

Hardware

“The Legend of Zelda: Breath of the Wild” leva o hardware do WiiU, o que faz com que quedas de frame ocasionais ocorram, mas que não atrapalham a experiência. Já no Switch, esse problema é atenuado, faz com que o jogo rode com uma certa facilidade. Graficamente falando, a versão do Switch está mais detalhada, objetos distantes mais bem desenhados e com uma experiência mais suave.

Liberdade em sua grande jornada

Neste título os problemas dos jogos anteriores foram solucionados. Aquele tutorial chato, e que pega o jogador pela mão, foi removido. Apenas poucos minutos após a única linearidade presente do jogo, o jogador se encontra em um mundo aberto e fantástico para ser explorado na ordem que desejar e em quase todos os pontos imagináveis.

Porém, andar por aí sem lenço e sem documento pode trazer alguns problemas. Não é raro encontrar inimigos mais fortes do que você pode lidar naquele momento, o que é uma forma de direcionar o jogador de forma indireta para onde ele tem que ir.

Há bastante “Shrine” espalhados por todo o mapa, que são pequenos templos com puzzles. Não é necessário completar todos eles para ver a cena final, o jogador que seguir a história de forma menos atenta, deve levar até 25h para a conclusão das missões principais.

Capricho nos detalhes e nos desafios

O Breath of the Wild não é o maior mapa do mundo dos jogos, nem tem diversos NPCs que visam tentar quebrar recordes de falas em áudio. Em compensação, o carinho com os detalhes é visto, a ótima dublagem também é um ponto bastante positivo. Tudo isso unido à uma trilha sonora magnífica, faz com que o novo Zelda traga a sensação de um mundo vivo, cheio de detalhes na fauna, flora e clima, que coexistem de acordo com o que há ao redor. A arquitetura é de um bom gosto incrível.

Vestir uma armadura metálica em uma chuva com raios, faz com que o Link seja um para raios que caminha, mergulhar em rios quase congelados também faz com que o nosso herói sofra dano. Vários animais podem ser usados como montaria ou caça, além da mistura de frutas, legumes e outros ingredientes podem garantir bônus aos atributos que unido a um sistema de armas e armaduras faz com que esse seja o Zelda mais complexo da franquia.

Também é o mais desafiador desde a década de 80. Não se desespere com as inúmeras telas de Game Over que você verá em sua jornada, ainda bem que não é de apelações e sequências indefensáveis, mas sim organicamente. Os inimigos tem uma AI interessante e chefes mais poderosos podem estar escondidos em pontos estratégicos do mapa,

Adaptar-se ao ambiente para atacar é uma estratégia que pode ser usada, ser sorrateiro, chegar na pancadaria ou fazerem pedras rolarem faz parte da gama de possibilidades de escolha que o jogador tem, fazendo com que BotW um dos melhores combates da franquia.

Conclusão

“The Legend of Zelda: Breath of the Wild” fez a franquia retornar triunfantemente, visando uma quebra de paradigmas. É uma obra de arte e de rara conquista técnica. Controles precisos, trilha sonora especial, história forte, envolvente e emocionante. Os personagens são extremamente carismáticos, e dão o tom para esse RPG, que deve revolucionar, pela terceira vez na história da franquia, o mundo dos jogos.

O cara que tende a ser trollado pelo RNG, mas tenta não reclamar disso. Gosta tanto de Hearthstone que não tem apenas um heroi preferido, têm todos.