Hearthstone

De frente com Bocejo: Brendow – Campeão LATAM 2017

Bom dia, boa tarde, boa noite! Seja lá qual o fuso horário que você está! Hoje vamos conversar com uma das mais novas estrelas do cenário brasileiro de HS: O cara que derrotou Loxodontes na final, que durante o torneio venceu de jogadores fantásticos como, PNC, Nalguidan, Stark e Topopablo, Mr. Brendow Gollmann, primeiro de seu nome, Vencedor da Latam Hearth Liga 2017!

Entrevista

Ivan: Bem vindo ao ”De Frente com Bocejo” Brendow, como estão as coisas?

Brendow: Cara, em relação à tudo isso estou bem contente, tudo isso é bem recente. No início eu me inscrevi mais por diversão, e no fim me sai muito bem. Então estou bem satisfeito.

I: Ótimo, então vamos começar. Primeiro, se apresenta pra gente, qual seu nome, idade… profissão?
B: Meu nome é esse mesmo, mesmo do nick, tenho 24 anos, moro no interior do Rio Grande do Sul. No momento estou desempregado, então o Hearthstone é um hobby que eu acabo tendo durante boa parte do meu dia, mesmo eu não tendo jogado tanto nos últimos tempos. Mas o Hearthstone é o que eu curto e está dando certo por hora.

I: E quando você começou a jogar Hearthstone?
B: Eu criei a conta em setembro de 2015, mas criei a conta e só peguei o rank 20, só que eu comecei a jogar mesmo em outubro de 2015, quando eu dei uma focada e comecei a estudar mais o jogo em paralelo ao tempo que eu tinha da faculdade e trabalho naquela época. Eu já me interessava bastante pelo jogo.

I: Qual a classe que você mais gosta?
B: Eu gosto de todas, mas tenho apreço especial pelo Caçador, porque foi a primeira classe que eu consegui pegar rank 5, primeira classe que eu dourei, primeira que eu consegui montar um deck competitivo, então tenho um carinho especial pelo Hunter.

I: E a tua carta favorita no jogo?
B: [Mago Sangrento Thalnos]. Desde o início eu gosto muito dessa carta. Ela pra mim é uma carta completamente balanceada, tem dois efeitos muito bons, um corpo mais fraco para compensar. Muita gente acaba subestimando ela no início, por não saber o valor que ela tem, mas depois disso ela acaba se tornando uma carta importante. Eu realmente gosto dela.
I: Realmente, quando eu comecei a jogar também pensei assim… 1/1… tal… mas a carta é poderosa mesmo.

I: De todas as aventuras e expansões do Hearthstone, qual foi a que você gostou mais?
B: Nunca tinha pensado nisso, mas eu curti muito o início de Un’Goro. O meta estava muito chato, muita gente pensando em até abandonar o jogo. Mas logo que saiu Un’Goro eu consegui pegar lenda de Caçador, no seguinte de Druida, então deu uma boa chacoalhada no jogo. Para mim foi a melhor expansão até agora.
I: Un’Goro foi muito massa mesmo, a diversidade que a expansão trouxe pra meta foi muito boa e é uma coisa que a gente voltou a ver um pouco agora no final de Cavaleiros do Trono de Gelo.

I: Qual o seu fundo de carta favorito?
B: Dos que eu tenho é da Pré-Venda de Deuses Antigos, a única pré-venda que eu comprei, e esse do primeiro mês que eu joguei, o de setembro de 2015, com um fundo rosa e uns detalhes de brilhantes. Preferido mesmo seria aquele dourado, mas eu ainda não consegui ele…
I: Esse fica para os próximos campeonatos.

I: O que te motivou a buscar um nível mais competitivo no Hearthstone?
B: Quando eu terminei a faculdade e vi que eu tinha mais tempo para o jogo, por volta da metade de 2016. Comecei a dar uma olhada em alguns campeonatos. A Panda League era um que existia naquele tempo, que o Bocatto fazia. Tinha divisões e tudo mais.
Depois alguns campeonatos no Battlefy, ai eu comecei a pegar lenda com mais frequência.

I: Você treina? E como é a rotina de treinos?
B: Quando eu tava na LATAM eu costumava treinar bastante sim, bem mais do que agora. Por conta de todo o estresse que envolveu, jogar toda semana contra jogadores que tão num nível absurdo, então exigia muito da minha mentalidade, muito estudo de jogo.
Principalmente porque eu treino mais estudando e vendo partidas do que eu mesmo jogando. Eu creio que melhoro mais vendo um segundo ponto de vista do que o meu mesmo – porque a maioria das vezes eu já tenho uma ideia definida de como vai ser jogada e essas coisas. Mesmo assim eu ainda jogava pelo menos uma hora ou uma hora e meia por dia. A maioria das vezes tarde da noite, antes de dormir, quando começam as streams do Kripparian e outros jogadores.

I: Como você monta um deck ou uma line up pra campeonato? Você pega listas prontas, modifica, altera alguma coisa, tem uma equipe que te ajuda?
B: 90% das vezes acabo dando uma pesquisada no twitter e nos principais sites de deck, vejo o que a galera está usando e decido. Eu não me considero um deck-builder (construtor de decks), eu sou mais um piloto. Eu acabo vendo com o que a galera está se saindo bem e vou testando com o que eu me saio melhor. A partir disso, muitas vezes, eu acabo trocando uma ou, no máximo, duas cartas no deck. A grande maioria das vezes eu acabo copiando um deck daqui, outro dali e vejo o que se encaixa no que eu gosto. Agora eu tenho três decks que são definidos bem para a minha line, que são:
– Ladino Tempo
– Druida Jade
– Sacerdote Highlander
Eles são os principais decks do meta e eu acabo utilizando um quarto deck, que eu vou gostando a cada momento, mais versátil.

I: Bora conversar um pouco sobre a Latam Hearth Liga? O campeonato foi organizado pela Dannie Ray Productions e foi MUITO BOM, o nível estava altíssimo e você se saiu benzaço, mesmo enfrentando um monte de coisas malucas… quer contar pra gente essa história?
B: Bom, começando do começo então. Eu acabei vendo o campeonato por acaso eu um post do Loxodontes ou da Nayara convidando o pessoal do Brasil pra jogar porque era uma boa oportunidade. Então, o Loxo acabou divulgando isso no Twitter também. Foi ai que eu decidi me inscrever.
Eu pensei: “O que eu tenho a perder?”  Me inscrevi uns cinco dias antes dos jogos da fase classificatória, onde eu acabei me classificando. Então, por mais que os jogos começassem as sete da noite, terminavam as cinco da manhã. Eu tinha que acordar as seis e meia para ir pro trabalho. Acabava indo sem dormir direito. Enfrentei vários jogadores de alto nível, foi muito gratificante. Mas esse foi dos primeiros perrengues que eu passei. Depois, durante o LATAM, eu não pude jogar a data inicial da partida contra o Nalguidan porque aqui no Sul teve um baita de um temporal. Aqui na minha região ficamos cinco dias sem luz, água e internet. Então, como a organização viu que eu tava realmente incomunicável eles acabaram adiando essa partida contra no Nalguidan. E ganhei contra ele.
I: E sobre enfrentar o Loxodontes na final, conta um pouco pra gente sobre isso.
B: Cara, a final pra mim foi muito importante que fosse contra o Loxodontes, porque foi ele que me derrotou na primeira rodada. E 3×0, foi a pior derrota que eu tive e eu queria ganhar dele, eu nunca tinha ganhado dele.
Perdi nessa primeira rodada e um dos primeiros jogadores que eu enfrentei, logo entrando no competitivo, também foi o Loxodontes, numa classificatória pra Copa América e num outro campeonato. Então ganhar dele, numa final, no campeonato mais importante que eu tava, foi bem gratificante pra mim. Até por tudo que a LATAM representa, né. Então valeu muito.

I: Parte da comunidade as vezes parece não reconhecer o trabalho e o esforço para chegar no nível de ganhar uma competição dessas, com tantos jogadores fantásticos. Como você lida com o público (cof, cof, TwitchChat) quando participa de campeonatos streamados? Já que você assiste aos VODs.
B: Em relação ao público eu lido super bem, se gosta de mim ou não gosta, eu acabo lidando bem com o público em geral. Eu tive apenas um pequeno, vamos dizer, desafeto… desentendimento, com um jogador que eu acabei enfrentando na LATAM, não vou dizer a fase porque quero ser pacifista. Mas durante todos os meus jogos ele criticava minhas jogadas, criticava eu ganhar, dizia que eu só ganhava por sorte e coisas assim. E pelo nível que ele tinha, eu considerava ele um dos caras que mais me inspirava na América, acabei me decepcionando, mas com pessoas que torcem, não tenho problema nenhum.

I: Beleza… e você tem algum hobbie, um outro jogo que você goste de jogar para relaxar dos treinos?
B: Não, mas eu gostaria de jogar Overwatch. Só não jogo porque meu computador não suporta. Até pra jogar a LATAM eu tive que pegar computador emprestado pra poder fazer a transmissão e jogar. Por causa disso eu não estou jogando mais nada, até o Hearthstone se eu ficar mais do que uma hora jogando ele já dá uma travada. Meu pc não é dos melhores por hora.

I: Você interage com a comunidade de Hearthstone?
B: No Facebook eu interajo direto, nos grupos e tudo o mais. Querendo ou não, eu tive muito auxílio no início. Então eu tento retribuir isso pra galera. Galera também que ficou me dando ajuda, parabenizando e apoiando para continuar jogando. Eu até pensei em fazer vídeos ensinando a jogar com decks, até mesmo stream. Tem muita gente que me ajudou e tem muita gente que me apoia então eu acho que é o mínimo que eu posso fazer por eles também.

I: Qual a sua dica pra quem quer melhorar no jogo, ou até mesmo iniciar no cenário competitivo?
B: Cara, eu acho que a melhor parte é estudar o jogo. Ver os caras que estão nos melhores níveis jogarem. Ver os decks que estão rodando. Ver as principais lines. Ver como realmente está o cenário competitivo, porque quando você for entrar você já tem uma ideia completa do que está acontecendo, você não vai ser surpreendido. É importante saber que o cara vai estar usando Sacerdote Razakus, Big Druida ou Jade Druida e por ai vai. A partir do momento que você tem ideia do que vai enfrentar, você vai poder jogar bem. Exemplo disso é que dos primeiros campeonatos grandes que eu joguei, que foi a LATAM, eu consegui sair ganhando porque eu estudei MUITO. E eu creio que isso tenha sido o diferencial.

I: O Hearthstone te permite jogar campeonatos via celular, tablets e computadores, você acha que isso favorece o cenário do jogo? Já ouvi gente que fala que não joga mais HS porque não tem uma máquina melhor.
B: A partir do momento que você pode jogar de qualquer plataforma e qualquer lugar isso beneficia demais o jogo.

E agora, Bate bola, Corda rápida

Free to play ou pay to win?
Free to play

Jogo em português ou em inglês?
Inglês

Hearthstone ou Novela das nove?
Hearthstone

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Victor

Tite ou Renato Gaúcho?
Renato Gaúcho

Bocejo ou Soneca?
Bocejo

Hambúrguer ou Pizza?
Pizza

Homem de Ferro ou Capitão América?
Capitão América

Pílula azul ou vermelha?
Azul

Horda ou Aliança?
FOR THE HOOOORDE!!!!!

I: Brendow, muito obrigado por participar do “De frente com Bocejo”. Tem algum recado ou agradecimentos finais?

B: Cara, quero agradecer a toda comunidade que me deu apoio mesmo. Porque não tem como falar o nome de todas as pessoas, eu vou acabar esquecendo duas ou três depois disso. Mesma coisa da entrevista pós-LATAM. Eu tentei algumas pessoas, só que acabei esquecendo 15 ou 20 depois. Quem fala comigo, está nos grupos comigo… eles sabem que é pra eles, então pra todo mundo mesmo!

Ficha

Nome: Brendow “Brendow” Gollmann
Idade:  24 anos
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Time: Fire Dragons e Grêmio
Conquistas alcançadas: Vencedor da Latam Hearth Liga 2017

“Bocejo” se apaixonou por Hearthstone em julho de 2014. De lá pra cá o relacionamento ficou sério, eles decidiram morar juntos e hoje vivem felizes para sempre. Já chegou ao lenda e fez 12 wins na arena diversas vezes. Costumava dizer que para “zerar" Hearthstone só faltava ganhar do Rase… mas agora que já ganhou, só resta mesmo sonhar com o mundial (do Rase, claro).